O Canadá colocou em circulação uma moeda comemorativa de 1 dólar canadense (C$ 1) para marcar a chegada da Copa do Mundo da FIFA de 2026 ao país. A peça começou a circular em 14 de maio e poderá aparecer no troco dos canadenses, algo incomum para moedas temáticas de grandes eventos esportivos.
A emissão, feita pela Casa da Moeda Real Canadense, terá tiragem limitada a 3 milhões de unidades. Desse total, 2 milhões terão detalhes coloridos — característica rara em moedas de circulação regular do país e que já desperta interesse do mercado numismático.
A peça celebra um marco inédito: será a primeira Copa do Mundo masculina disputada em três países-sede — Canadá, México e Estados Unidos. O torneio também será o maior da história, com expansão de 32 para 48 seleções e mais de uma centena de partidas na América do Norte.
Nem todas as moedas serão iguais. A maior parte da tiragem terá aplicação colorida, enquanto outra parcela circulará na versão metálica tradicional, mas com o mesmo desenho. O diferencial costuma aumentar o apelo entre colecionadores e pode estimular canadenses a guardar a moeda em vez de gastá-la.
O reverso traz uma bola de futebol em movimento e referências a Toronto e Vancouver, cidades canadenses que receberão partidas do Mundial. No anverso aparece a efígie do rei Charles III, detalhe que reforça uma característica institucional pouco conhecida fora do país: embora independente, o Canadá segue como monarquia constitucional da Commonwealth, tendo o monarca britânico como chefe de Estado simbólico.
A troca do retrato de Elizabeth II por Charles III também marca uma nova fase da iconografia monetária canadense. A moeda da Copa, assim, mistura símbolos esportivos e institucionais.
O Canadá terá participação menor na organização do torneio do que os Estados Unidos, sede principal da competição. Ainda assim, o governo e autoridades locais tratam o evento como vitrine internacional para Toronto e Vancouver, com expectativa de aumento do turismo e da visibilidade global das cidades.
Além da moeda de circulação, a Casa da Moeda Real Canadense lançou versões para colecionadores, incluindo conjuntos comemorativos e edições em metais preciosos, como prata e ouro. O objetivo é atingir tanto fãs do futebol quanto investidores e colecionadores.
A estratégia segue um padrão adotado por países-sede de grandes eventos esportivos. Brasil, na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016, e Reino Unido, nos Jogos de Londres de 2012, também recorreram a emissões especiais para reforçar símbolos nacionais e movimentar o mercado de colecionáveis.
A realização do Mundial, porém, não escapa de críticas. Embora governos locais projetem ganhos econômicos com turismo e consumo, o crescimento dos gastos públicos ligados ao evento já alimenta debates sobre custos e retorno financeiro nas cidades-sede.
Curiosidade
No Canadá, a moeda de 1 dólar é conhecida como loonie, apelido derivado do loon (mergulhão-comum), ave estampada tradicionalmente no reverso da peça. Na edição da Copa, o desenho do pássaro dá lugar ao tema futebolístico.