Conheça a historia do meio dólar Kennedy que surgiu às pressas após o assassinato de John F. Kennedy,

Conheça a historia do meio dólar Kennedy que surgiu às pressas após o assassinato de John F. Kennedy,

📷 Fonte das fotos: Casa da Moeda dos Estados Unidos / Cecil Stoughton, Casa Branca (Fotografia de John F. Kennedy no Salão Oval)

O meio dólar Kennedy nasceu de uma decisão rápida e estratégica do governo dos Estados Unidos. Menos de um mês após o assassinato de John F. Kennedy, em 22 de novembro de 1963, a Casa da Moeda já trabalhava para colocar sua imagem em uma nova moeda. O projeto foi aprovado em tempo recorde e, em março de 1964, milhões de unidades começaram a circular.

Agora, com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (18), sobre a liberação de mais de 80 mil páginas de documentos secretos relacionados ao assassinato de Kennedy, o interesse por essa história volta a crescer. O material pode trazer novas informações sobre um dos eventos mais impactantes da história americana, reacendendo discussões sobre o legado do ex-presidente e sua influência cultural – incluindo a rápida criação da moeda em sua homenagem.

A decisão de substituir Benjamin Franklin

A rapidez com que o Kennedy Half Dollar foi projetado e colocado em circulação impressiona. Mudanças em moedas americanas costumam levar anos para serem aprovadas, passando por debates no Congresso e processos burocráticos extensos. No entanto, poucas horas após a morte de Kennedy, a diretora da Casa da Moeda, Eva Adams, já discutia a inclusão do presidente assassinado em uma das cédulas ou moedas do país.

A viúva Jacqueline Kennedy teve papel central na escolha do meio dólar como denominação para a homenagem. Três opções foram cogitadas: o dólar de prata, o meio dólar e o quarto de dólar. Jackie preferiu o meio dólar para evitar substituir George Washington no quarter-dollar. Dessa forma, o desenho de Benjamin Franklin foi retirado e substituído pelo perfil de Kennedy.

Os artistas Gilroy Roberts e Frank Gasparro, gravadores da Casa da Moeda, já haviam produzido esculturas do presidente para medalhas comemorativas, o que permitiu que a moeda fosse criada em tempo recorde. Em janeiro de 1964, os primeiros testes foram realizados e aprovados pela família Kennedy.

Uma moeda que nunca circulou amplamente

Quando o Kennedy Half Dollar foi lançado, no dia 24 de março de 1964, a demanda foi imediata. Longas filas se formaram nos bancos para adquiri-lo. A Casa da Moeda havia planejado uma tiragem inicial de 90 milhões de unidades, mas diante do interesse do público, a produção foi ampliada para mais de 400 milhões.

Apesar da alta produção, a moeda raramente era vista em circulação. Dois fatores explicam esse fenômeno. Primeiro, o teor de prata de 90% fez com que a peça tivesse um valor de mercado superior ao seu valor nominal, levando muitas pessoas a guardá-la como investimento. Segundo, a comoção nacional transformou o meio dólar em um item de colecionador, guardado como lembrança da era Kennedy.

Em 1965, o governo reduziu o teor de prata para 40%. Ainda assim, a retenção da moeda continuou alta. Em 1971, a prata foi removida completamente, sendo substituída por uma liga de cobre e níquel. No entanto, a moeda já havia sido estabelecida como peça de colecionador, e seu uso no comércio permaneceu baixo.

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  • user por Admin Vivendo a Historia

    É Verdade. Mesmo sem valor prático no comércio hoje, a moeda de 1 centavo tem valor histórico, numismatico e afetivo para muitos colecionadores.

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  • user por Admin Vivendo a Historia

    Olá Debora, O acesso virtual ao acervo da Biblioteca do Vaticano existe há alguns anos. O projeto de digitalização começou por volta de 2010, e a disponibilização pública online foi sendo ampliada ao longo da década de 2010, especialmente a partir de 2014 com a plataforma DigiVatLib. Em 2018, o Vaticano anunciou oficialmente que milhares de manuscritos e documentos já estavam acessíveis gratuitamente pela plataforma. Desde então, o acervo digital continua sendo atualizado e expandido continuamente com novos manuscritos, moedas, medalhas, arquivos e outros materiais históricos.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Amigo Fernando! Já que não existem moedas FC (moedas sem marcas de dedo/digital), só moedas FP = Flor de Porco: circuladas, danificadas, sucateadas, simples troco de padaria da vovozinha de alguém, sem nada de valor agregado… por que DIABOS os autores de catálogos não tiram essa porcaria de FC dos catálogos? Assim, os novos colecionadores não vão se iludir em encontrar a tal moeda dos seus sonhos em FC; vão encontrar apenas moedas FP. Ai eles nem vão perder o seu tempo com troco, e sim vão procurar colecionar outros colecionáveis, a onde os comerciantes são honestos, e seguem padrões, processos, como o EC correto da peça, por exemplo no mercado de cartas de Pokemon, se vc comprar uma carta NM na Liga Pokemon, vc vai receber uma carta NM na sua casa, caso contrário vc tem todo o direito de devolver, coisa que as lojas do TROCO não fazem, é aceita devolução de moedas ou cédulas.

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