Ouro de cartel pode ter entrado na Casa da Moeda dos EUA, revela investigação do New York Times
📰 Fonte Original Da Investigação
A apuração foi conduzida pelo The New York Times, um dos veículos mais respeitados do mundo.
👉 Leia a matéria completa aqui:
🔗 https://www.nytimes.com/2026/04/26/world/americas/us-mint-gold-drug-cartel-colombia.html
Uma investigação publicada pelo New York Times revelou que ouro extraído ilegalmente na Colômbia, incluindo material ligado a organizações criminosas, entrou na cadeia global de fornecimento e acabou chegando aos Estados Unidos — inclusive ao sistema que abastece a Casa da Moeda americana.
A reportagem completa pode ser lida aqui:
https://www.nytimes.com/2026/04/26/world/americas/us-mint-gold-drug-cartel-colombia.htm
Segundo a apuração, parte do ouro tem origem em regiões controladas por grupos armados, como o Clã do Golfo, um dos principais cartéis colombianos. Nessas áreas, a mineração ocorre sem controle estatal, frequentemente associada a danos ambientais e atividades ilícitas.
O material extraído é inserido no mercado formal por meio de um processo de legalização documental. Comerciantes registram o ouro como se fosse proveniente de operações autorizadas, permitindo sua exportação com aparência de conformidade legal.
Uma vez fora do país de origem, o ouro segue para refinarias, onde é fundido e misturado com outros materiais. Após esse processo, não é mais possível identificar sua procedência original, o que permite sua circulação como produto legítimo no mercado internacional.
De acordo com o New York Times, esse sistema possibilitou que ouro de origem ilegal fosse incorporado à cadeia de suprimentos que atende a Casa da Moeda dos Estados Unidos. A questão levanta preocupações, já que a legislação americana exige que determinadas moedas sejam produzidas com ouro extraído domesticamente.
A investigação também aponta que, por anos, a verificação da origem do ouro foi limitada, com forte dependência de declarações fornecidas pelos próprios fornecedores, sem mecanismos robustos de rastreabilidade.
Além das implicações legais, o caso evidencia impactos mais amplos. A mineração ilegal de ouro tem sido associada ao financiamento de organizações criminosas, degradação ambiental e conflitos em diversas regiões produtoras.
O cenário se intensifica com a valorização do ouro no mercado internacional, que aumenta o incentivo econômico para atividades ilegais e dificulta ainda mais o controle sobre a origem do metal.
A reportagem destaca, assim, um problema estrutural no sistema global de comercialização de ouro: a dificuldade de garantir rastreabilidade após o refino, etapa em que diferentes origens se tornam indistinguíveis.