Tesouros de 2 mil anos: Israel recupera moedas raras ligadas ao Templo de Jerusalém

Tesouros de 2 mil anos: Israel recupera moedas raras ligadas ao Templo de Jerusalém

Peça com imagem da menorá do Templo e moeda persa de Ashkelon voltam ao país após operação internacional nos Estados Unidos

Duas moedas raras, consideradas tesouros históricos de Israel, foram devolvidas pelos Estados Unidos após uma investigação internacional sobre tráfico de antiguidades. As peças estavam prestes a ser vendidas em leilões americanos quando autoridades conseguiram bloquear a negociação.

A operação reuniu a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), o Departamento de Segurança Interna dos EUA e a unidade especializada em tráfico de arte da Promotoria de Manhattan. A devolução oficial ocorreu em Nova York, nesta semana.

Entre os itens recuperados está uma moeda hasmoneia de mais de 2 mil anos com a imagem da menorá de sete braços do Templo de Jerusalém. Especialistas afirmam que ela é a única moeda judaica antiga conhecida a exibir o símbolo sagrado.

A segunda peça é ainda mais rara: um tetradracma de prata cunhado em Ashkelon durante o período persa, há cerca de 2,5 mil anos. Apenas outro exemplar semelhante existe atualmente, preservado no Museu de Israel, em Jerusalém.

A moeda da menorá que virou símbolo nacional

A moeda de bronze foi emitida durante o reinado de Mattathias Antigonus, último rei da dinastia hasmoneia, entre 40 e 37 a.C. O governante tentou recuperar a autonomia judaica em meio à expansão romana na região.

No anverso, aparece a menorá de sete braços usada no Segundo Templo. No verso, a mesa dos pães sagrados. A escolha dos símbolos tinha forte peso político e religioso.

Na época, Antigonus disputava poder com Herodes, apoiado por Roma. Ao colocar elementos centrais do judaísmo nas moedas, o rei buscava reforçar sua legitimidade diante da população.

Hoje, a menorá continua como um dos principais símbolos do Estado de Israel e integra o brasão oficial do país.

Moeda persa revela conexão comercial do Mediterrâneo antigo

A segunda moeda devolvida foi cunhada em Ascalon, atual Ashkelon, importante porto do Mediterrâneo durante o domínio persa.

A peça segue o modelo das moedas gregas usadas no comércio internacional da época. De um lado aparece a deusa Atena com elmo. Do outro, uma coruja de asas abertas, símbolo tradicional ateniense.

O detalhe que torna a moeda excepcional está na inscrição em escrita fenícia. As letras “Aleph” e “Nun” identificam a cidade de Ascalon.

Arqueólogos afirmam que o objeto ajuda a entender como cidades do Levante participavam das rotas econômicas que ligavam o Oriente Médio ao mundo grego há mais de 2 mil anos.

Como as moedas foram parar nos Estados Unidos

Segundo a investigação, as duas peças foram retiradas ilegalmente de sítios arqueológicos em Israel e contrabandeadas para o exterior.

Depois de passar por intermediários do mercado clandestino, as moedas chegaram aos Estados Unidos e foram colocadas à venda em casas de leilão.

A Autoridade de Antiguidades de Israel recebeu informações sobre as negociações e acionou as autoridades americanas. A partir daí, investigadores reuniram provas e conseguiram apreender os objetos antes da venda.

O promotor Matthew Bogdanos, chefe da unidade de tráfico de antiguidades de Manhattan, classificou a operação como um modelo de cooperação internacional.

Mercado ilegal movimenta milhões

O tráfico de antiguidades é considerado um dos mercados clandestinos mais lucrativos do mundo. Escavações ilegais destroem sítios arqueológicos e apagam informações fundamentais para pesquisadores.

Para especialistas, o dano vai além do prejuízo financeiro. Quando um objeto é removido sem controle científico, perde-se parte da história ligada ao local onde ele foi encontrado.

O arqueólogo Ilan Hadad, da unidade israelense de prevenção a roubos, afirmou que o comércio ilegal transforma patrimônio histórico em mercadoria.

Já o ministro do Patrimônio de Israel, Amichai Eliyahu, disse que o roubo de antiguidades representa uma tentativa de “apagar a história” do país.

Cresce pressão sobre colecionadores e leilões

Nos últimos anos, autoridades americanas ampliaram ações contra galerias, traficantes e colecionadores envolvidos na compra de peças sem origem comprovada.

A pressão aumentou especialmente sobre moedas raras do período judaico antigo, que podem alcançar valores elevados no mercado internacional.

Especialistas afirmam que a devolução das moedas israelenses envia um recado claro ao setor: objetos históricos sem documentação legítima podem ser apreendidos e repatriados mesmo décadas depois.

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Comentário recente

  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Fascinante? É você comprar moedas ditas FC e receber SUCATA em casa? Moedas limpas, moedas circuladas, com marcas de dedo, onde os PILANTRAS dizem que é FC? Porra, se na definição de FC está escrito que a moeda não circulou, então por que diabos ela tem digital? O que a definição de FC diz: O estado absoluto de conservação. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação, mantendo-se no mesmo estado de integridade de quando foi manufaturado pela Casa da Moeda. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação? Ué? Então por que diabos os comerciantes chamados numismatas vendem e dizem que moedas circuladas, com digitais, são FC na maior cara de pau? Se é para vender SUCATA, por que não monta logo um ferro-velho, e não uma loja do TROCO. No Pokémon se a carta está NM ela está perfeita, nem marca de dedo tem. Já aconteceu de eu comprar uma e ela ter vários pontos brancos, reclamei com o comerciante, e disse-lhe que ele tinha me ofendido, pois quando alguém envia lixo para um cliente é uma ofensa mesmo, aí o rapaz até me pediu desculpas, enviei a carta pelo correio, mostrei o comprovante do envio e já quis me mandar o PIX no valor da carta, daí eu disse: agora ela é minha responsabilidade, quando ela chegar aí você me paga o PIX. Beleza, resolvido, se eu tivesse comprado uma moeda dita FC, com 99,9999% teria recebido uma moeda FP=Flor de Porco ou uma FDe= Flor de Porco Excepcional com uma digitalzona bem no meio da arruela de metal, e duvido se eu conseguiria devolver esse lixo para o vendedor lixo que me vendeu.

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  • user por Lilian Corina Gusso

    Muito bem elaborado este site. Ótimas fotos.

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