Com polêmica por exclusões, moedas dos 250 anos dos Estados Unidos entram em circulação hoje
A retirada de moedas que homenageariam líderes dos direitos civis e o sufrágio feminino marcou a principal polêmica da série comemorativa dos 250 anos dos Estados Unidos. Os modelos descartados incluíam referências a Frederick Douglass, à luta das mulheres pelo direito ao voto e à ativista Ruby Bridges, símbolo da dessegregação racial nas escolas.
Apesar da controvérsia, as novas moedas começaram a circular nesta segunda-feira, 5, em todo o país. A série integra as celebrações oficiais do semiquincentenário da Independência, que será completado em 2026, e chega gradualmente ao comércio e aos bancos, misturada às moedas já em uso.
Os primeiros exemplares destacam episódios e personagens ligados à fundação da nação. Entre os temas estão o Mayflower Compact, considerado um dos marcos iniciais da organização política das colônias, a Guerra da Independência e presidentes do início da República, como George Washington, Thomas Jefferson e James Madison.
A emissão foi autorizada pelo Congresso em 2021 e passou por um longo processo de discussão, com consultas públicas e análises técnicas. O Comitê Consultivo de Moedas Cidadãs chegou a recomendar uma série mais ampla, com referências a conquistas sociais posteriores à Independência, mas essas sugestões não foram mantidas.
Segundo a Casa da Moeda dos EUA, a escolha final dos desenhos coube ao secretário do Tesouro. O órgão afirma que todas as propostas avaliadas passaram, em algum momento, por instâncias consultivas. As moedas serão distribuídas ao longo do ano e devem permanecer em circulação regular, sem distinção em relação às demais.