Banco Central orienta moradores e turistas a utilizarem ou trocarem as moedas antigas antes do prazo final; instituições financeiras continuarão realizando a troca após a data-limite.
A Costa Rica conclui mais uma etapa da modernização do seu sistema monetário com a retirada definitiva de circulação das moedas antigas de ₡5, ₡10 e ₡25. O Banco Central da Costa Rica (BCCR) informou que, a partir de 1º de julho de 2026, essas versões antigas deixarão de ter validade como meio de pagamento no comércio, embora continuem podendo ser trocadas ou depositadas em instituições financeiras autorizadas.
Até 30 de junho, consumidores ainda poderão utilizar essas moedas normalmente em supermercados, mercados, restaurantes, táxis, transporte público e demais estabelecimentos comerciais. Após essa data, os comerciantes não serão mais obrigados a aceitá-las.
Moeda de ₡5 será retirada definitivamente
Entre as mudanças, a mais significativa é o fim da moeda de ₡5, cuja fabricação foi interrompida pelo Banco Central em 2020 devido ao elevado custo de produção, superior ao seu próprio valor nominal. Com sua retirada definitiva, a moeda de ₡10 passa a ser a menor denominação em circulação no país.
Já as antigas moedas de ₡10 e ₡25 estão sendo substituídas por versões menores, mais leves e de fabricação mais eficiente. A nova moeda de ₡10 possui acabamento prateado, enquanto a nova moeda de ₡25 apresenta coloração dourada, facilitando sua identificação no dia a dia.
Modernização do sistema monetário
A substituição faz parte do chamado novo cone monetário, projeto conduzido pelo Banco Central para reduzir custos de produção, facilitar o manuseio das moedas e aumentar a eficiência do sistema de pagamentos.
Segundo o BCCR, milhões de novas moedas já foram colocadas em circulação para garantir uma transição gradual e evitar escassez durante o período de adaptação.
O que fazer com as moedas antigas
Quem ainda possui moedas antigas não perderá seu valor financeiro. Após 1º de julho, elas poderão ser levadas a bancos, cooperativas de crédito, mutualidades e demais instituições financeiras autorizadas para troca ou depósito.
Especialistas recomendam que moradores aproveitem os últimos dias de junho para separar moedas guardadas em casa e realizar a troca antecipadamente, evitando filas nas agências bancárias.
Turistas também devem ficar atentos
A mudança também afeta visitantes estrangeiros que utilizam dinheiro em espécie durante viagens pela Costa Rica. Até o fim de junho, é recomendável conferir cuidadosamente o troco recebido em mercados, pequenos comércios, feiras, táxis e ônibus, evitando acumular moedas antigas que deixarão de ser aceitas no comércio.
Pagamentos realizados por cartões de crédito, débito ou pelo sistema de transferências instantâneas SINPE Móvil, amplamente utilizado no país, não sofrem qualquer alteração.
Possíveis efeitos nos preços
Com o desaparecimento da moeda de ₡5, alguns valores pagos em dinheiro poderão sofrer pequenos arredondamentos, principalmente em tarifas de transporte público e produtos de baixo valor. No entanto, especialistas avaliam que o impacto sobre a inflação tende a ser limitado, uma vez que a maioria das transações já utiliza valores compatíveis com as novas denominações ou ocorre por meios eletrônicos.
Recomendação do Banco Central
O Banco Central orienta a população a utilizar as moedas antigas até 30 de junho ou encaminhá-las às instituições financeiras para troca. A medida faz parte do processo de modernização do sistema monetário costa-riquenho, buscando reduzir custos operacionais, melhorar a eficiência das transações em dinheiro e acompanhar o crescimento dos pagamentos digitais no país.
Para turistas e moradores, a principal recomendação é simples: verificar o troco recebido nas próximas semanas e evitar guardar moedas antigas após a entrada em vigor da nova regra.