Manaus sedia encontro nacional de numismática e celebra 125 anos do primeiro museu de numismática do Brasil

Manaus sedia encontro nacional de numismática e celebra 125 anos do primeiro museu de numismática do Brasil

Manaus se tornará, entre 9 e 11 de outubro de 2025, o ponto de encontro de colecionadores de moedas, cédulas, medalhas e selos de todo o País.
O Encontro da Sociedade Numismática Amazonense (ESNA 2025) acontece no Museu de Numismática Bernardo Ramos e no Hotel Adrianópolis All Suites, com palestras, exposições, lançamentos e atividades culturais.

Promovido pela Sociedade Numismática Amazonense (SNA), fundada em 2017 e presidida por Alberto Simonetti Cabral Neto, o evento reforça o papel da capital amazonense na preservação da memória monetária brasileira.
A edição deste ano celebra também os 125 anos do Museu Bernardo Ramos, o primeiro museu de numismática do Brasil.


O primeiro museu de numismática do País

Fundado em 30 de novembro de 1900, o Museu de Numismática Bernardo Ramos teve origem na coleção organizada pelo comerciante amazonense Bernardo Ramos, estudioso e apaixonado por moedas, medalhas e documentos históricos.
Ramos viajou por diversos países em busca de peças raras e, em 1898, adquiriu a coleção e a biblioteca do humanista pernambucano Cícero Peregrino Dias.

Em 20 de fevereiro de 1900, o Governo do Amazonas comprou sua coleção por trezentos contos de réis, tornando-a patrimônio público.
Ainda naquele ano, o acervo foi exibido no IV Centenário do Descobrimento do Brasil, no Rio de Janeiro, despertando o interesse do então presidente Campos Salles, que tentou comprá-lo — sem sucesso.

O Decreto nº 0460, de 30 de novembro de 1900, criou oficialmente o museu, o primeiro do gênero no Brasil e na América Latina.
Na época, o acervo era considerado o quarto maior do mundo.
Desde 2009, o museu ocupa o Palacete Provincial, no Centro de Manaus, e mantém um dos mais importantes acervos numismáticos do País.


Palestras, homenagens e exposições

A abertura do ESNA 2025 será no dia 9 de outubro, no Palacete Provincial, com presença de representantes das principais entidades numismáticas do País, entre eles Bruno Henrique Pellizzari, presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB), e Adriel França, presidente do Clube Filatélico do Amazonas.

Durante a solenidade, serão lançados o selo oficial do ESNA 2025 e as medalhas comemorativas pelos 125 anos do museu, marco da história cultural e econômica da Amazônia.

A programação inclui palestras sobre numismática, turismo e cultura.
O pesquisador Felipe Rocha, da Rocha Numismática, abre o ciclo com “As Interfaces da Numismática com o Turismo e a Cultura”.
Em seguida, o youtuber e numismata Victor Paixão apresenta “50 Centavos sem o Zero: o Erro Oficial”.
Outros painéis abordam “Museu de Numismática Bernardo Ramos e o Colecionismo Amazonense”, com Adriel França, e “Eventos Numismáticos no Brasil: o Caso do RIO2025”, com Bruno Pellizzari.


Comercialização e visita guiada

Após as palestras, o público poderá visitar a exposição especial ESNA 2025, no Museu Bernardo Ramos, com peças históricas e raridades de acervos públicos e particulares.
Às 15h, haverá uma visita guiada ao Museu Internacional do Esporte, na Arena da Amazônia.

Nos dias 10 e 11 de outubro, as atividades se concentram no Hotel Adrianópolis All Suites, das 9h às 18h, onde funcionará o Salão de Comercialização e Exposição, espaço para compra, venda e troca de moedas, cédulas, medalhas, selos e miniaturas.
A entrada é gratuita.


“Preservar a história em cada moeda”

Para o presidente da SNA, Alberto Simonetti Cabral Neto, o encontro “é um resgate da nossa memória econômica e cultural. Cada moeda conta uma história, e preservar essas histórias é preservar parte da identidade nacional”.

O vice-presidente Carlos Roberto Lourenço destaca que “a numismática é uma ponte entre o passado e o presente, revelando transformações políticas, sociais e artísticas que moldaram o Brasil e o mundo”.


Serviço

📅 9, 10 e 11 de outubro de 2025
📍 Museu de Numismática Bernardo Ramos – Palacete Provincial, Praça Heliodoro Balbi, Centro
📍 Hotel Adrianópolis All Suites – Rua Salvador, 195, Adrianópolis
9h às 18h
💬 Entrada gratuita
📱 Informações e mesas: (92) 98804-5394
📲 Instagram: @numismatica.am



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Comentário recente

  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Fascinante? É você comprar moedas ditas FC e receber SUCATA em casa? Moedas limpas, moedas circuladas, com marcas de dedo, onde os PILANTRAS dizem que é FC? Porra, se na definição de FC está escrito que a moeda não circulou, então por que diabos ela tem digital? O que a definição de FC diz: O estado absoluto de conservação. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação, mantendo-se no mesmo estado de integridade de quando foi manufaturado pela Casa da Moeda. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação? Ué? Então por que diabos os comerciantes chamados numismatas vendem e dizem que moedas circuladas, com digitais, são FC na maior cara de pau? Se é para vender SUCATA, por que não monta logo um ferro-velho, e não uma loja do TROCO. No Pokémon se a carta está NM ela está perfeita, nem marca de dedo tem. Já aconteceu de eu comprar uma e ela ter vários pontos brancos, reclamei com o comerciante, e disse-lhe que ele tinha me ofendido, pois quando alguém envia lixo para um cliente é uma ofensa mesmo, aí o rapaz até me pediu desculpas, enviei a carta pelo correio, mostrei o comprovante do envio e já quis me mandar o PIX no valor da carta, daí eu disse: agora ela é minha responsabilidade, quando ela chegar aí você me paga o PIX. Beleza, resolvido, se eu tivesse comprado uma moeda dita FC, com 99,9999% teria recebido uma moeda FP=Flor de Porco ou uma FDe= Flor de Porco Excepcional com uma digitalzona bem no meio da arruela de metal, e duvido se eu conseguiria devolver esse lixo para o vendedor lixo que me vendeu.

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