A moeda mais rara do Brasil é a Peça da Coroação de 1822, criada para marcar a ascensão de Dom Pedro I ao trono. Apenas 64 unidades foram cunhadas, e cerca de 16 são conhecidas hoje.
A produção foi interrompida ainda no início do processo, por decisão do governo imperial. Com isso, a maior parte das moedas foi fundida, o que reduziu drasticamente o número de exemplares sobreviventes.
A escassez colocou a peça no topo da numismática nacional. Hoje, exemplares conhecidos estão distribuídos entre museus e coleções privadas, no Brasil e no exterior.
Quando aparece em leilões, a moeda alcança valores superiores a R$ 2 milhões, conforme o estado de conservação. Especialistas consideram a peça uma das mais valiosas da América Latina.
Além da raridade, o valor está ligado ao momento histórico. A moeda foi emitida no contexto da independência e da organização do Império brasileiro.
Outras moedas raras existem no País, como exemplares coloniais de ouro e peças com erro de cunhagem. Nenhuma, porém, reúne a mesma combinação de escassez e importância histórica.
Para colecionadores, a peça representa mais que um item de valor. É um registro material do nascimento do Brasil como Estado soberano.