Tesouro de moedas do Império Kushan é achado no sul do Tajiquistão

Tesouro de moedas do Império Kushan é achado no sul do Tajiquistão

Um achado casual no sul do Tajiquistão revelou um conjunto raro de moedas do início do Império Kushan. No distrito de Shahritus, mais de 150 moedas de cobre do século 1º d.C. foram encontradas dentro de um pequeno vaso de cerâmica, enterrado havia quase dois mil anos.

A descoberta foi anunciada no início de 2026 pela Academia Nacional de Ciências do Tajiquistão, após a transferência do material para custódia do Estado. As moedas vieram à tona durante trabalhos agrícolas de rotina. O morador que as encontrou avisou as autoridades, que enviaram especialistas ao local para registrar o contexto e recolher o conjunto.

A análise inicial indica que a maioria das moedas foi cunhada no reinado de Vima Taktu, soberano pouco documentado, mas decisivo na consolidação do poder kushan. Ele governou no fim do século 1º d.C., período de transição entre a expansão dos povos yuezhi e a formação de um império com base na Ásia Central e no norte da Índia.

Segundo o numismata Abduvali Sharifzoda, as moedas preservam elementos-chave, como imagens, inscrições e padrões de peso, apesar da oxidação. Esses dados ajudam a estabelecer a cronologia inicial do Império Kushan e a compreender sua política monetária.

O conjunto reforça o papel do sul do Tajiquistão como área ativa da administração e da economia kushan. A região não funcionava apenas como rota de passagem, mas como parte integrada do sistema imperial.

A restauração está a cargo de Rustam Burkhanov e Manuchehr Rakhmonov, do Instituto de História, Arqueologia e Etnografia. O trabalho inclui limpeza controlada, estabilização do cobre e catalogação peça a peça. A hipótese preliminar é que o tesouro tenha sido enterrado de forma intencional, possivelmente em um momento de instabilidade local.

O Império Kushan controlou, entre os séculos 1º e 3º, territórios que hoje correspondem ao Tajiquistão, Uzbequistão, Afeganistão e norte da Índia. No eixo da Rota da Seda, atuou como elo comercial entre Roma, China, Pártia e o sul da Ásia.

As moedas de cobre, como as achadas em Shahritus, eram essenciais para transações cotidianas, cobrança de impostos e abastecimento militar. Para os pesquisadores, o achado deve contribuir para debates sobre a formação do Estado kushan e suas redes econômicas regionais.

Mais do que um vaso enterrado, o tesouro oferece evidência material de uma fase decisiva da história da Ásia Central e lança nova luz sobre o reinado de Vima Taktu, figura-chave na construção do poder kushan.

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  • user por Neusa Soares

    Achei uma moeda que traz a imagem de um cálice e a inscrição “Shekel de Israel” Gostaria de avaliar o valor dela e vender ao museu de Israel

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  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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