Moedas revelam 400 anos de conquista, prosperidade e colapso da Britânia romana

Moedas revelam 400 anos de conquista, prosperidade e colapso da Britânia romana

Autoridades britânicas confirmaram a descoberta de 25 denários (moedas de prata) romanos em Great Ellingham, no condado de Norfolk. As peças, datadas entre 160 e 170 d.C., foram encontradas em 2023 por um detectorista amador e equivalem ao salário mensal de um legionário. Os exemplares trazem retratos de imperadores como Adriano, Vespasiano, Trajano e Marco Aurélio, além de símbolos imperiais como a personificação da África e uma Judaea Capta, cunhada para celebrar a conquista da Judeia.

O achado, embora não seja incomum na região, ajuda a reconstituir a história monetária da Britânia sob domínio romano. Estudos apontam que os tesouros encontrados na ilha formam um mosaico que retrata desde a violenta conquista, em 43 d.C., até o colapso do poder romano no início do século V.

Entre os marcos dessa narrativa está o Tesouro de Helmingham Hall, com 748 moedas de ouro e prata datadas até 47 d.C., e o Tesouro de Worcestershire, de 1.368 denários enterrados por volta de 55 d.C., possivelmente como pagamento a elites locais que abasteciam tropas romanas. Já o Tesouro de Frome, descoberto em 2010, reúne mais de 52 mil moedas de bronze e prata de baixa pureza, emitidas entre 253 e 305 d.C., sinalizando inflação e crise econômica no século III. O epílogo é o Tesouro de Hoxne, encontrado em 1992, com 14 mil moedas e cerca de 200 objetos de ouro e prata enterrados após 407 d.C., quando as legiões deixaram a ilha.

Especialistas ressaltam que cada depósito reflete não apenas a economia, mas também a ideologia imperial. Os reversos das moedas exibiam divindades, virtudes e mensagens de poder, reforçando a presença de Roma até nas transações cotidianas.

O Reino Unido mantém um sistema legal e voluntário para registrar esses achados, por meio da Treasure Act de 1996 e do Portable Antiquities Scheme. A colaboração entre arqueólogos e detectoristas é considerada essencial para preservar o contexto histórico, evitar perdas e ampliar o conhecimento sobre a vida, a economia e a política de uma província que permaneceu sob domínio de um dos maiores impérios da Antiguidade por quase quatro séculos.

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Comentário recente

  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Amigo Fernando! Já que não existem moedas FC (moedas sem marcas de dedo/digital), só moedas FP = Flor de Porco: circuladas, danificadas, sucateadas, simples troco de padaria da vovozinha de alguém, sem nada de valor agregado… por que DIABOS os autores de catálogos não tiram essa porcaria de FC dos catálogos? Assim, os novos colecionadores não vão se iludir em encontrar a tal moeda dos seus sonhos em FC; vão encontrar apenas moedas FP. Ai eles nem vão perder o seu tempo com troco, e sim vão procurar colecionar outros colecionáveis, a onde os comerciantes são honestos, e seguem padrões, processos, como o EC correto da peça, por exemplo no mercado de cartas de Pokemon, se vc comprar uma carta NM na Liga Pokemon, vc vai receber uma carta NM na sua casa, caso contrário vc tem todo o direito de devolver, coisa que as lojas do TROCO não fazem, é aceita devolução de moedas ou cédulas.

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  • user por Nadir

    Tenho a noeda do diretor Humanos quero vender

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  • user por José Antônio Nunes

    Muito está abertura para leitores e estudantes o acesso a biblioteca,boa iniciativa. Obrigado..

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