Moedas de emergência japonesas ressurgem após quase 80 anos

Moedas de emergência japonesas ressurgem após quase 80 anos

Mais de 500 mil moedas de cerâmica produzidas no Japão nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial vieram à tona em 2023, quase oito décadas após sua fabricação. O acervo foi localizado em um depósito da empresa Shofu Global, em Kyoto — a mesma que, sob outro nome, liderou a produção do dinheiro emergencial. As moedas, conhecidas como maboroshi (“fantasmas”), foram criadas em meio a uma grave escassez de metais e deveriam circular como substitutas temporárias das moedas tradicionais.

Produzidas em julho de 1945, a poucas semanas da rendição japonesa, as moedas tinham valor de 1 sen (1/100 do iene) e eram feitas com uma mistura de argila, granito e cerâmica. Os dois lados traziam símbolos nacionais: o Monte Fuji e flores de cerejeira. A maior parte das cerca de 15 milhões de unidades foi destruída por ordem das autoridades após o fim da guerra, sem ter sido distribuída. A redescoberta de mais de meio milhão de peças, portanto, representa um evento raro para estudiosos da história monetária.

O material foi entregue ao Escritório da Casa da Moeda do Japão, que conduz análises para entender o processo de fabricação e as condições de produção da época. Há planos de exibição pública nos museus da instituição em Osaka, Saitama e Hiroshima. A Shofu Global, por ter preservado involuntariamente as moedas, recebeu uma carta oficial de agradecimento e cem exemplares da coleção.

Durante a guerra, outros países também adotaram moedas ou cédulas emergenciais devido à falta de materiais. Os Estados Unidos, por exemplo, usaram aço revestido de zinco em centavos de 1943. Já a Alemanha fabricou Notgeld em porcelana e outros materiais não convencionais. Esses casos refletem estratégias semelhantes para manter os sistemas econômicos ativos em períodos de conflito.

As moedas de cerâmica japonesas, apesar da sua raridade histórica, ainda circulam no mercado de colecionadores por valores modestos. Modelos comuns podem ser encontrados por menos de US$ 25. Protótipos em porcelana branca ou exemplares bem preservados, no entanto, tendem a ter maior valor. O novo achado pode aumentar o interesse por essas peças e incentivar estudos sobre variações até então desconhecidas.

A redescoberta ajuda a ilustrar como o Japão tentou preservar o funcionamento da economia mesmo sob condições extremas. Mais do que objetos de coleção, as moedas maboroshi são testemunhos materiais de um esforço de sobrevivência nacional nos dias finais da guerra.

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  • user por Neusa Soares

    Achei uma moeda que traz a imagem de um cálice e a inscrição “Shekel de Israel” Gostaria de avaliar o valor dela e vender ao museu de Israel

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  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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